Este conteúdo é parte da série Rockenbury de planejamento patrimonial. Conheça nossos serviços →

    Ouça a versão do artigo em podcast agoraNarrado pelos advisors
    Estruturas Internacionais15 min de leitura19 de março de 2026

    Quais são as multas e riscos por omitir contas e offshores na declaração?

    O custo de não declarar

    Equipe Rockenbury
    multas
    omissão
    offshore
    IRPF
    sonegação fiscal

    Introdução: o custo de não declarar

    Com a transparência automática de informações entre países, omitir contas no exterior ou participações em offshores na declaração de IRPF não é apenas um risco teórico — é uma probabilidade crescente de ser detectado. E as consequências dessa detecção são significativas: multas, juros e, em alguns casos, responsabilização criminal por sonegação fiscal.

    Entender as consequências reais da omissão — e o que fazer para regularizar a situação antes de ser autuado — é uma das informações mais importantes para qualquer investidor com ativos internacionais não declarados.

    As multas aplicáveis

    Multa por omissão na declaração de IRPF

    A omissão de bens e direitos no exterior — contas bancárias, participações em offshores, imóveis — sujeita o contribuinte à multa de 50% sobre o imposto não recolhido correspondente ao rendimento gerado por esses ativos, acrescida de juros SELIC. Se a omissão for considerada fraudulenta — com documentação falsa ou intenção comprovada de ocultar —, a multa pode chegar a 150%.

    Multa por não entrega do CBE

    O Cadastro Brasileiro de Capitais Estrangeiros — CBE — é obrigatório para residentes no Brasil com ativos no exterior superiores a US$ 1 milhão. A não entrega ou a entrega com informações incorretas sujeita o contribuinte a multas que variam de R$ 2.500 a R$ 250.000, dependendo do valor dos ativos omitidos e do tempo de atraso.

    Imposto de Renda não recolhido com juros

    Além das multas, o contribuinte deve o IR que deveria ter sido recolhido sobre os rendimentos dos ativos omitidos, acrescido de juros SELIC desde o vencimento original. Para omissões de longa data, a soma de IR retroativo, juros e multas pode superar várias vezes o valor do imposto original.

    Prazo de prescrição: quando o fisco perde o direito de cobrar

    O prazo decadencial para o lançamento de crédito tributário pelo fisco é, em regra, de cinco anos a partir do primeiro dia do ano seguinte ao que o fato gerador ocorreu. Para omissões fraudulentas, entretanto, esse prazo pode ser discutido em casos específicos. Na prática, a Receita Federal prioriza os casos mais recentes e com maior valor envolvido, mas a segurança jurídica plena só existe após o prazo prescricional.

    O risco criminal: quando a omissão vira crime

    A sonegação fiscal com valor superior a R$ 10.000 pode ser enquadrada como crime contra a ordem tributária, com pena de dois a cinco anos de reclusão. Para se configurar o crime, é necessário dolo — intenção de não pagar. A regularização voluntária antes do início de qualquer ação fiscal afasta a responsabilidade criminal, o que torna a regularização proativa uma das mais importantes proteções disponíveis.

    Como regularizar: o programa de autorregularização

    A Receita Federal tem oferecido periodicamente programas de autorregularização que permitem que contribuintes com irregularidades regularizem sua situação com redução das multas e sem risco de responsabilização criminal. Para contribuintes com omissões de ativos no exterior, consultar um tributarista para avaliar as opções de regularização — incluindo o uso de programas de anistia quando disponíveis — é o caminho mais seguro e frequentemente o mais econômico.

    Conclusão: regularizar é sempre melhor do que esperar ser autuado

    O ambiente de transparência fiscal internacional tornou a omissão de ativos no exterior não apenas eticamente questionável — mas praticamente insustentável do ponto de vista de risco. O custo da regularização voluntária é sistematicamente menor do que o custo de uma autuação — em multas, em juros e no custo emocional de um processo fiscal. Para contribuintes com irregularidades, o momento de agir é antes de receber a notificação, não depois.

    A Rockenbury apoia contribuintes com irregularidades tributárias internacionais na regularização da sua situação, de forma sigilosa e com o menor custo possível. Fale com um de nossos sócios.

    Compartilhar

    Fale com um de nossos sócios

    Falar com um especialista

    Equipe Rockenbury

    Consultor Patrimonial Independente

    Ver perfil completo →

    Este artigo faz parte da série Estruturas Internacionais

    Conteúdo produzido com assistência de inteligência artificial e validado pela equipe editorial Rockenbury Análises.